Começou na rua, não em um escritório.
"O BORA nunca foi o meu maior projeto. Meu maior projeto sempre foi construir confiança."
Meu nome é Pablo. Antes de criar o BORA, vivi muitas vidas profissionais. Fui estagiário no serviço público. Passei pela Secretaria da Saúde, pela Secretaria da Agricultura e pela Junta Comercial do Rio Grande do Sul.
Comecei a cursar Ciência da Computação porque sempre acreditei que a tecnologia poderia melhorar a vida das pessoas. Mas a realidade mudou meus planos. Sem condições de continuar a faculdade, escolhi um curso técnico em Redes de Computadores e comecei a trabalhar.
Fui suporte técnico em telecomunicações. Promotor de vendas. Trabalhei na expedição de uma indústria. Fui vistoriador veicular. Motoboy. Cada uma dessas experiências me ensinou uma realidade diferente.
Durante mais de uma década ouvi diariamente as mesmas perguntas de empresários, contadores e cidadãos: "Preciso de licença?" "Onde encontro essa informação?" "Qual legislação se aplica ao meu negócio?"
As respostas existiam. Mas encontrá-las consumia tempo. Planilhas. Diversos sites. Leis. Normas. Atualizações constantes.
Foi dessa inquietação que nasceu o BORA. Não para substituir o conhecimento técnico. Nem para substituir os órgãos públicos. Mas para organizar a informação oficial e aproximá-la de quem realmente precisa dela.
Acredito em um serviço público que orienta antes de punir. Acredito que tecnologia deve simplificar a vida das pessoas. Acredito que ganhar tempo significa ganhar qualidade de vida — tempo para trabalhar, para crescer, para estar com a família.
Se o BORA conseguir ajudar milhares de pessoas a empreender com mais segurança e encontrar a informação certa mais rapidamente, então todo esse caminho terá valido a pena. Porque, no final, o que realmente importa não é a tecnologia. São as pessoas que ela ajuda.